Não é de hoje que o mundo se depara com casos de possíveis cura do HIV. Já há dois pacientes que são considerados curados, mas ambos fizeram transplante de medula óssea. O caso divulgado recentemente pelo The New York Times, porém, pode representar um avanço ainda maior já que se confirmada, a cura teve como origem um transplante sangue do cordão umbilical, que é mais acessível.

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A mulher, que também tinha leucemia, recebeu sangue do cordão umbilical para tratar o câncer. A paciente optou por descontinuar a terapia antirretroviral 37 meses após o transplante. Mais de 14 meses depois, ela agora não mostra sinais de HIV em exames de sangue, e não parece ter anticorpos detectáveis ​​para o vírus.

O sangue do cordão umbilical está mais disponível do que as células-tronco adultas usadas nos transplantes de medula óssea que curaram os dois pacientes anteriores, e não precisa ser tão parecido com o do receptor. Por isso este novo possível caso de cura do HIV se mostra mais eficiente.

Um transplante de medula óssea não é uma opção realista para a maioria dos pacientes. Esses transplantes são altamente invasivos e arriscados, por isso geralmente são oferecidos apenas a pessoas com câncer que esgotaram todas as outras opções

A comunidade científica celebrou ainda o fato de um possível caso de cura do HIV ter acontecido em uma mulher. “O fato de ela ser mulher é muito importante cientificamente e muito importante em termos de impacto na comunidade”, apontou Dr. Steven Deeks, especialista em AIDS da Universidade da Califórnia, em entrevista ao jornal. Embora as mulheres representem mais da metade dos casos de HIV no mundo, são apenas 11% dos participantes em ensaios de cura.

Drogas antirretrovirais poderosas podem controlar o HIV, mas a cura é a chave para acabar com a pandemia de décadas. Em todo o mundo, quase 38 milhões de pessoas vivem com HIV, e cerca de 73% delas estão recebendo tratamento.

Vale ressaltar que já existem dois casos em estudo que sequer foi utilizada alguma intervenção mais agressiva, mas como os resultados ainda são inconclusivos não se pode garantir que sejam um caminho para a cura definitiva de todos os pacientes.

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