Não é incomum ver Luke Gilford vestido com roupas country. Por isso mesmo, seu novo projeto, um livro com fotos de rodeio gay tem um espaço especial em seu trabalho. Logo ele que já fotografou nomes como Jane Fonda, Lizzo e Christina Aguilera.

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Criado nesse ambiente, seu pai era campeão de rodeio, Gilford não se encontrava no ambiente, apesar de toda a admiração pelo mundo country. Ser gay em um ambiente tão homofóbico pode até ter o distanciado de certa forma de suas origens, até que em 2016, ao participar de um evento Pride no Norte da Califórnia, foi atraído por um estande ao som de Dolly Parton.

Um novo horizonte se abria para Luke. Ao se deparar com membro da Golden State Gay Rodeo Association divulgando seu trabalho ele imediatamente se identificou. A criança queer que até hoje usava roupas country finalmente via um ambiente de rodeio inclusivo. “Não fazia ideia de que isso existisse. Eu realmente não achei que fosse real”, contou ao The Guardian.

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So humbled and honored to finally be sharing this with you all. My first ever monograph. As a lot of you know, I’ve spent the past four years documenting the queer rodeo community of America. Many of you have asked for this project to become a book, so here it is — 176 pages of queer resilience, survival, and joy. As children we recite the National Anthem with an aura of promise. But as we grow older, many of us discover that it is actually a myth. The queer rodeo brings that promise back to America — a place where we can be whatever we want to be. No matter the color of your skin, your gender expression or sexual identity — if you show up, you’re accepted as family. Published by Damiani and printed in Italy, including texts from myself as well as Mary L. Gray, Janet Mock, Matthew Riemer & Leighton Brown, and Drew Sawyer. Book design by Jeremy Kaye and fine art printing by Studio RM and Jason Acton. Signed copies and limited edition prints are available exclusively through my website and linked here for preorder. Proceeds from your purchase of signed copies or prints will benefit the International Gay Rodeo Association (IGRA), the sole organizing body for queer cowboys and cowgirls — offering education, structured sports events, sexual health and community resources in rural locations. A few quotes on the book so far 🙂 “A unique document of America’s gay rodeo subculture, National Anthem is a celebration of outsiders and the beauty of chosen families everywhere. The resulting photographs are both personal and poetic—clear testaments to Gilford’s intimate relationship to the community.” — Art Book “National Anthem is rich with Gilford’s tenderness for his subjects while imploring us to rethink the hegemony of the American cowboy.” — Vanity Fair “National Anthem has helped Gilford to accept who he really is, a queer child of rural south-west America, a fact that lends his project greater poignancy. It’s a homecoming of sorts, a return to the land, a metaphor, a dream. “It’s the future,” he says, “the America we all dream of — being able to be whatever we want to be.” — The Guardian

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Foram quatro anos documento a comunidade de rodeio queer. O que resultou em um livro de 176 páginas com fotos inspiradoras. Gilford finalmente descobriu um universo totalmente diferente da imagem que temos do ambiente dos rodeios.

O rodeio mainstream é muito mais sobre perigo e violência. Aqui, ainda é uma celebração, mas de amor e carinho. Porque essas são pessoas que sobreviveram a um certo tipo de trauma e agora estão aqui para reencenar essa performance tradicional.

Luke Gilford sobre o ambiente que encontrou de conexão com a terra, com os animais e com a comunidad, no rodeio gay

A escolha do nome para o livro – “Hino Nacional” em tradução para o português – tem uma explicação. Segundo Luke as crianças são ensinadas a recitar o hino todas as manhãs e ele tem uma aura de promessa. “Mas a medida que envelhecemos, percebemos que essa promessa é uma espécie de mito”, explicou. Ele disse que reencontrou no rodeio gay justamente essa aura: “Ele abrange os dois extremos do espectro cultural americano: pessoas que vivem na terra, mas que também são homossexuais”.

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I was born in Colorado but I’ve lived in large cities for the past decade. Somehow I’ve never felt totally connected to queer culture in cities though. When I found the Gay Rodeo, I discovered an entirely different kind of queer culture in rural communities that was enlightening and inspiring. Everyone in the LGBTQIA+ spectrum is represented and supports each other. It’s this unique, safe space for queer people to connect over their love of Western culture while expressing their identities — folks who aren’t typically welcomed in the mainstream rodeo circuit. Here, you show up as you are, without fear of judgment or ridicule. It’s family. #pride #ShotoniPhone for @apple — also check out the film in my story and Apple’s IGTV. I’m proud of what we made and so happy to share this with you all. I’ll be posting it here soon too 💕

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Apesar do início do projeto ter uma linha muito pessoal, a vitória de Trump forçou o fotógrafo a trabalhar em uma escala mais ampla, “para nos concentrarmos no que todos devemos estar falando e trabalhando para alcançar”.

O livro é principalmente retratista, com algumas fotos em close-up e também em algumas com um apelo sensual (pelo qual o fotógrafo á bastante conhecido), mas não erótico. Mas Luke explica que o enfoque não é o apelo sexual, mas sim mostrar o amor entre as pessoas.

Vaqueiros gays há muito são fetichizados na pornografia, assim como na arte, mas isso era completamente autêntico. É uma verdadeira comunidade. Estes são verdadeiros amantes.

Luke Gilford fala das fotos mais sensuais no livro sobre rodeio gay

O livro começa com uma citação da escritora negra e ativista dos direitos trans Janet Mock sobre a família como comunidade, “um espaço onde você não precisa se encolher”. Para ele, o registrar o ambiente do rodeio gay foi, além de uma forma de aceitação pessoal e um retorno ao lar, uma espécie de metáfora. “É o futuro. A América com que todos sonhamos, podendo ser não importa o que nos queremos ser”, finaliza.

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This Pride month I’m excited to share a sneak peak of a personal project I’ve been working on since last year. I was born in Colorado and my father was in the Professional Bull Riding Association. My earliest memories are of rodeos — I vividly remember the giant silver belt buckles, the snakeskin boots, the Stetson hats, and of course the rodeo clowns. But as I grew older, I became more aware of how homophobic the rodeo can be. It’s a primarily Christian culture where anything queer is not acceptable. The rodeo clowns I loved as a kid I later realized were publicly ridiculing gays in many of their routines. Naturally I stayed away, despite my love for some aspects of cowboy culture. Then a couple years ago, I discovered that there is an entire subculture for people like me — the “Gay Rodeo”. The Gay Rodeo warmly welcomes anyone on the LGBTQ+ spectrum and is a safe space that connects people who love rodeo culture, who also happen to identify as queer. There are traditional rodeo competitions like bull riding, in addition to drag shows and social events. Many of the people I met drove for hours or days just to participate and meet other likeminded folks, as they are completely isolated where they live. Here I am sharing a few images from my new series on the Queer Rodeo, a preview of which @documentjournal has published in their most recent issue. Thank you so much to all of the warm and wonderful cowgirls and cowboys who have given their time to sit for these pictures with me. Each and every one of these faces tells a story of resilience, pride, and love.

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