O Brasil figura na lista de países mais seguros para o viajante LGBT, segundo o ranking anual da Asher & Lyric Fergusson, site especializado em viagens seguras. O levantamento é feito levando em consideração os direitos da comunidade em cada país, usando dados de fontes internacionais confiáveis.

O resultado do país inclusive foi melhor que no ano passado, saltando da 28ª para a 14ª posição. Os cinco primeiros países mais seguros para o viajante LGBT são, pela ordem, Canadá, Holanda, Suécia, Malta e Portugal.

Para o presidente da Câmara de Comércio e Turismo LGBT, Ricardo Gomes, o ranking pode ajudar na retomada do turismo brasileiro. “Pesquisas revelam que o turista LGBT será um dos primeiros a retomar as viagens, quando estiver seguro. Um bom posicionamento no ranking é sempre uma boa propaganda de nosso país”, afirmou.

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São levantados dados dos 150 países do mundo que mais recebem turistas internacionais para o ranking anual. Então os países ganham pontos conforme se posicionam sobre legalização do casamento de pessoas do mesmo sexo, proteção dos trabalhadores, proteção contra a discriminação, criminalização da violência, reconhecimento da adoção, direitos sobre identidade de transgêneros, ilegalidade de relações de pessoas do mesmo sexo, leis que proíbem a discussão sobre direitos e se é um bom país para a população LGBT viver.

Nesse quesitos o Brasil foi ranqueado da seguinte maneira:
– Casamento de pessoas do mesmo sexo é legalizado
– Proteção para orientação sexual e identidade de gênero no trabalho
– Proteção contra a discriminação conquistada na justiça
– Proteção limitada da criminalização da violência
– Reconhecimento pleno de direito de adoção
– Direito de mudança de gênero mesmo sem cirurgia de readequação sexual
– Não há ilegalidade na relação de pessoas do mesmo sexo
– Não há leis contra a discussão de direitos LGBT
– Entre 76 e 100% da população LGBT respondeu que é um bom lugar para se viver em pesquisa do Instituto Gallup.

É importante ressaltar que embora 64 dos 150 países mais visitados por turistas estrangeiros ofereçam ao menos uma forma de proteção legal para pessoas LGBT, 51 destes ainda penalizam de alguma maneira a relações entre pessoas do mesmo sexo, pessoas trans ou impedem a disseminação de informações sobre direitos LGBT.

Mas os pesquisadores ressaltam que a metodologia não mensura a experiência real de turistas LGBT que visitaram cada país. Com isso, indicam que o ranking frio apenas serve como orientação sobre os países mais seguros para os viajantes LGBT levando em consideração como são os direitos da comunidade local.

Para Toni Reis, Diretor Presidente da Aliança Nacional LGBTI, é preciso que o aparelho policial e judiciário protejam os LGBTs. “É muito importante que a sociedade e o Estado respeitem a dignidade humana”, completou lembrando que a maioria dos países assinou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Pra se ter ideia, apesar de não terem qualquer legislação formal anti-LGBT, países como Armênia, Quirguistão e Mongólia apresentaram, respectivamente apenas 3%, 4% e 6% dos moradores LGBT avaliando como um país seguro.

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