O modelo Alexander Abramov contou em entrevista à revista Attitude como é ser gay no Cazaquistão. Além do país onde nasceu, ele ainda morou na Rússia, outro país reconhecido pela homofobia, antes de viver em Nova York.

Apesar da homossexualidade ser legal no Cazaquistão desde 1998, os níveis de aceitação pública aos gays continua bastante baixa. Para Alexander, se cerca de 70% dos gays na Rússia, país onde também viveu, estão “dentro do armário”, este número é “definitivamente maior” no Cazaquistão.

Você pode apanhar facilmente nas ruas se disser que é ou até mesmo parecer gay. Os níveis de homofobia são definitivamente muito mais altos.

Alexander Abramov fala sobre como é ser gay no Cazaquistão

Apesar disso, o modelo afirma que não teve muitos problemas ao se assumir. “Me assumi quando tinha 15 anos para um casal de amigos e eles me apoiaram muito. Aos 16 me assumi para a minha mãe. Não quero dizer que ela ficou feliz com isso, mas ao longo dos anos, ela me aceitou”, lembra.

Até mesmo na Rússia ele não enfrentou problemas maiores. Aos 25 anos ele se assumiu no país onde passou a viver. “Muitos dos meus amigos já sabiam quem eu era e outras pessoas não se importavam realmente com a minha sexualidade”, comentou.

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Mas Alexander Abramov faz questão de dizer que sua história não reflete o que é mais comum nos dois países. Para ele existem dois lados diferentes da vida para pessoas LGBTI+ por lá e quem não se assume publicamente consegue “viver uma vida muito boa”.

Eu conheço pessoas que assumiram para suas famílias, amigos e até mesmo colegas de trabalho e não foram rejeitadas por eles, mas provavelmente são as exceções.

Alexander Abramov fala sobre a dificuldade de gays no Cazaquistão se assumirem

Para o modelo, a maioria dos gays no Cazaquistão “luta até para se aceitarem, principalmente por causa das pressões da sociedade”. Mesmo assim, ele lembra que em Almaty e Astana, as maiores cidades do Cazaquistão, assim como em Moscou e São Petersburgo, existem clubes gays, festas, bares, saunas e outros lugares LGBTI+.

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Fotos: Reprodução Istagram

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